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- Certificado capacitação de gestão da qualidade
- Pós-graduado em direito civil e direito processual civil
- Bacharel em ciências contábeis
- Instrutor do SENAC
- Professor das disciplinas: mercado financeiro e gestão de pessoas
- Atuou como gerente de vendas do Unibanco e da moto Honda do Brasil.

Entrevista concedida à RedeTV!
Entrevista concedida ao programa Mesa de Negócios da TV Horizonte
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27/03/2009
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Carnê e Sorteio

Investimentos Inteligentes

Já ouvi algumas vezes, a seguinte frase, “tem duas coisas que o brasileiro gosta: de um carnê (prestação), e de sorteio (jogo)”; e os Títulos de Capitalização dão isso tudo! Nada contra quem gosta de tentar a sorte e faz a sua ‘fezinha’ na loteria, mega sena, loto, etc., de vez em quanto, até aí, tudo bem. Mas, quando passamos a destinar uma parcela do nosso orçamento mensal para aplicarmos em algum investimento, – e aí não importa o quanto se está aplicando, se muito ou pouco, é preciso saber mais a fundo em que tipo de papel estamos investindo as nossas economias, e qual é o nosso perfil de investidor.

De todos os tipos de investimentos que conheço o que tem mais me despertado a atenção é a aplicação em Títulos de Capitalização, – e como o brasileiro tem colocado o seu dinheiro neste investimento. Mas, vamos ao que tem me chamado tanto a atenção nos Títulos de Capitalização: ele é um tipo de investimento que tem atraído tanto investidores ricos, quanto pobres, tanto pessoa física, quanto empresas, tanto investidores idosos, quanto jovens, e também, tanto pequenos, quanto médios investidores. Mas afinal, o que faz as pessoas aplicarem tanto em Títulos de Capitalização? A resposta é simples: tem um carnê e sorteio. É o milagre da sorte!

Chego a ficar assustado ao constatar que muitos dos subscritores (como são chamados os investidores de títulos de capitalização), não sabem, ou desconhecem, – o que dá no mesmo, quais são as características e condições dessa aplicação. Vamos entender um pouco sobre este tipo de investimento: 1 – O objetivo da aplicação é a formação de um capital (não um sorteio). 2 – O subscritor precisa saber da sua sociedade administradora qual o número de pagamentos do seu plano (os planos de doze meses não são nada atraentes), qual a tratativa sobre o atraso de pagamentos e quais as hipóteses de cancelamento dos títulos. 3 - Qual a ordenação dos títulos? Quanto maior a série, menor as chances de ser sorteado. 4 – Quais os critérios para sorteio? De que forma os sorteios são realizados e qual o valor dos prêmios? 5 – Na hipótese de resgate, qual o prazo de carência, a qual a taxa de juros e percentual do valor pago que se tem direito? 6 – para finalizar por aqui, o subscritor precisa saber que são três os destinos do seu dinheiro investido.

Suponhamos que num título com pagamentos mensais no valor de R$100,00, o quarto pagamento apresente as seguintes quotas:
a) Quota de Capitalização: 75%.
b) Quota de Sorteio: 15%.
c) Quota de Carregamento: 10%.
Então, R$ 75,00 serão destinados para compor o capital (é o valor que vai para o fundo do investidor), R$15,00 serão destinados para o custeio dos sorteios (o investidor é que paga as premiações), e, R$ 10,00 serão destinados à sociedade de capitalização, destinada aos carregamentos (carregamento é a taxa que a empresa cobra dos investidores para administrar as aplicações).

Tenho recomendado aos meus clientes a pensarem com mais cuidado em seu futuro, e a refletirem mais sobre o que eles buscam num investimento. Se o que vai motivá-los a constituir uma reserva financeira é a disciplina em poupar, seria mais inteligente financeiramente participar de um fundo de previdência privada. Este investimento oferece um rendimento compatível, e até superior à caderneta de poupança, opção de resgate total ou parcial do fundo, aposentadoria vitalícia na idade de saída, e ainda, a precaução de uma aposentadoria por renda de invalidez por acidentes ou doença.

Não importa o quanto você está aplicando mensalmente, o que importa é que um planejamento financeiro não é um jogo de azar. Gosto de brincar com meus amigos, e digo a eles que eu tenho dois carnês, um é destinado sempre a algum curso de aprendizado, o outro é o meu carnê da Previdência Privada. Nessas conversas, sempre ouço uns “por quês”, tipo: por que às pessoas compram mais do que podem? Por que freqüentam restaurantes caros quando não podem? Por que usam roupas de marcas que não podem? Por que levam uma vida que não podem? Então me perguntam, se essas pessoas agem assim por algum “problema psicológico”, o que eu digo sempre, é: isso não é problema psicológico, é falta de Inteligência Financeira.

Existem alguns tabus, aquelas coisas que se evitam falar em família, tipo, falar de sexo é um assunto meio que proibido na nossa cultura. Mas, existe um tabu ainda maior que esse, – é Falar de Dinheiro. Sejamos sinceros, quem que hoje está casado, que antes de se casar chamou o seu futuro cônjuge para uma conversa franca sobre dinheiro e sobre as finanças da futura família?

Fonte: Revista Exame. www.susep.gov.br

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